segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cegos Conquistam Espaços

Os Correios já oferecem para todo país, há algum tempo e gratuitamente, algo semelhante ao proposto pelo novo núcleo. O Cecograma é uma mensagem em braile que os cegos podem escrever numa máquina apropriada ou mesmo na reglete. A correspondência deve ser apresentada ainda aberta aos funcionários dos Correios para verificação do conteúdo (se está ou não em braile), antes de ser lacrada. A mensagem só pode ser enviada de cego para cego ou para instituições de apoio aos deficientes visuais. Caberá aos funcionários o preenchimento dos dados do remetente e do destinatário.

No ano passado, 1.700 objetos trafegaram por Minas por meio do Cecograma. Sabendo o número de interessados, os Correios vão precisar de pessoas com amplo conhecimento em leitura e escrita em braile para formar o núcleo que irá executar a tarefa. Para isso a empresa vai tentar parcerias com instituições de apoio e inserção dos deficientes visuais no mercado de trabalho. Os portadores de deficiência visual de Belo Horizonte podem comemorar uma grande conquista. Está em vigor desde o último dia 02/08, a Lei nº 9.421/2007 que obriga os bancos a instalar equipamentos com áudio e teclas em braile em todos os caixas eletrônicos da capital.

As instituições bancárias têm prazo de um ano para se adaptar às novas exigências propostas pela Câmara Municipal de BH. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que até o final do ano que vem os 28 mil pontos, entre agências e caixas eletrônicos de todos o país já estejam adaptados com áudio, braile, além de rampas e corrimões. (Clique aqui e ouça a narração desta matéria)

Objetivos de uma Educação Inclusiva


1. Ampliar a compreensão a respeito dos princípios, fundamentos e procedimentos que norteiam a proposta da educação inclusiva, a partir de uma visão crítica; 2. Construir um aporte educacional que qualifique os status sociais: comunidade, envolvimento parental, o professor e o aluno para o trabalho educacional e para a investigação numa perspectiva educacional que se pretende desenvolver na escola inclusiva; 3. Repensar o ato pedagógico no interior da comunidade escolar, considerando a aprendizagem como fator inerente para o desenvolvimento de todos os alunos e a implementação das diferentes formas de trabalhar o ensino, a organização e administração do projeto pedagógico.

A Inclusão de Crianças com Necessidades Especiais

O presente estudo investiga a temática da inclusão de crianças com necessidades especiais na prática pedagógica da Educação Física na Educação Infantil.
A metodologia é de corte qualitativo, os participantes do estudo são professores de educação física da rede regular de ensino que possuem crianças com necessidades
especiais nas suas aulas da educação infantil. A coleta de informações utilizou instrumentos como entrevistas e observações. Os resultados do estudo são apresentados
em categorias: compreensão da inclusão na prática da educação física; experiências relacionais do professor com crianças com necessidades especiais; perspectivas de
qualificação profissional; suporte pedagógico para o processo de inclusão. O estudo permite evidenciar que os professores de educação física reconhecem a inclusão
como uma necessidade pedagógica, porém a formação continuada e a prática pedagógica carecem de aprendizagens e avanços nessa área.

sábado, 21 de novembro de 2009

Desenho em relevo para alunos cegos


Alunos cegos ou com baixa visão aprendem história com as pedras

O pólo museológico de Almeirim abriu portas para uma visita diferente,em que estudantes puderam tocar em pedras tumulares e capitéis para aprender história.

Cátia Batista toca numa pedra tumular em calcário XVI do antigo convento da serra da Almeirim tentando perceber o que está escrito. a aluno da Escola D. João II, em Santarém, é cega de nscença e foi uma das participantes na iniciativa " Pedras Antigas - Pedras com História", promovida pela escola Secundária Marquesa de Alorna de Almeirim e pela Câmera de Almeirim, que decorreu no pólo museológico da cidade. o objetivo era alerta a comunidade para a iguladade de oportunidades. " Tem uma textura diferente", comenta a aluno de 14 anos, de Romeira (Santarém), que está no 8° ano de escolaridade. " Saio daqui com um enriquecimento maior", dizia a aluna que optou por estudar numa escola onde é a única jovem com deficiência visual.


A estudante ficou entusiasmada quando tocou em diversas amostras de solos. " Nunca o tinha feito e consegui ver as diferênças", sublinhava encantada com a iniciativa que lhe trouxe mais conhecimento. " Aprendi com esta ação que o Homem tem que preservar mais a naturexa e que tudo tem uma história. A aluna que queria ser jornalista ou advogada tem a sorte de estar em uma escola que se tem esforçado por lhe criar todas as condições para estudar. "Apesar do material para cegos ser muito carol, só tenho a agradecer à escola que tem feito esforços para me dar tudo o que preciso. Tenho um computador adaptado, uma impresoora de braille (um sistema de leitura com o tato), um scanner onde coloco por exemplo um jornal e me lê em voz alta a notícia, além de um aparelho que ao tocar num obejeto me diz qual a sua cor", refere.

Felipa Nunes mora em Alpiarça, estuda na Secundária de Almeirim e tem baixa visão. Houve um momento em que via 20%, agora está a ver perto de 80%. Foi uma das alunas que teva a ideia de fazer esta atividade para "ajudar outros cegos". Quando Felipa estava na 6° ano da escola foi-lhe detectada uam conjutivite crônica. Quando estava no 9° ano via pouco. Apesar das dificuldades a estudante teva a ajuda de uma amiga que estudava na mesma escola e que sem ter problemas de visão resolveu apreder braille para que a amiga não se sentisse sozinha. Ana Luísa Amorim diz que " agora Felipa já não se sente sozinha". E revela que o que aprendeu também lhe pode ser útil no futuro, quando estiver no curso de tradução o qual pretende fazer.

A iniciativa, que decorreu no dia 16 de Maio, reuniu vários alunos portadores de deficiência visual e a ideia é continuar a realizá-la, de modo também a sensibilizar as entidades para a necessidades dos museus terem indicações em braille das peças expostas .